Quando compreendemos o nosso trabalho como vocação de Deus, as nossas perspectivas são totalmente mudadas. Percebemos que, dentro da nossa realidade, já somos missionários atuantes, quando obedecemos a ordem e envio de Jesus Cristo. Não é somente o trabalho de um pastor ou de um missionário que é definido por vocação, mas também o de qualquer profissão, quando o cristão se deixa orientar por Deus.

Na história de Paulo conhecemos e lembramos de suas viagens missionárias e das diversas igrejas que ele fundou ou de alguma forma auxiliou, e de suas orientações a elas, que são a nós conhecidas por meio de suas cartas presentes na Bíblia. Há, porém, um detalhe biográfico da vida de Paulo que deu nome a uma expressão conhecida entre o estudo da missão, em Atos 18.3:

“e, uma vez que tinham a mesma profissão, [Paulo] ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas.”

Paulo não tinha em suas funções apenas o trabalho com as igrejas, mas uma outra: era fazedor de tendas. Hoje, os missionários que plantam e pastoreiam igrejas, mas que também possuem outro trabalho, são chamados também de “fazedores de tendas”.

Geralmente, os “fazedores de tendas” são conhecidos por serem missionários que se autossustentam, usando o seu salário para se manter e poder fazer o trabalho missionário. O fator financeiro é, com certeza, um dos motivos para um missionário dividir o seu tempo dessa forma, mas não é o único.

A inserção na realidade do trabalho e da vida das pessoas do contexto abre diversas portas para o contato de um missionário com a cultura e com as pessoas, já que ela as conhece e é por elas conhecida. Podemos pressupor que, ao visitar as sinagogas aos sábados, Paulo conhecia as pessoas e era reconhecido pela sua presença e trabalho dos outros dias como fazedor de tendas, e também por isso sua mensagem conseguia ser mais precisa, pois ele conhecia bem a realidade das pessoas com as quais falava.

Hoje em dia, muitos países fechados ao cristianismo não aceitam a entrada de missionários em suas fronteiras, mas aceitam trabalhadores qualificados. Muitos cristãos têm ido de maneira intencional a esses países para exercerem com excelência o seu trabalho e anunciarem a mensagem do Evangelho.

Por outro lado, mesmo em contextos cristãos, há igrejas pequenas que precisam de cuidado e pastoreio, mas não tem condições ou mesmo necessidade do trabalho em tempo integral de uma pessoa. Aí também um “fazedor de tendas” se mostra uma possibilidade muito interessante.

Se compreendermos, portanto, que Deus vocaciona pessoas para todo tipo de trabalho, assim como o trabalho na igreja, e percebemos que este não é mais “especial” ou “santo”, ganhamos uma nova perspectiva sobre as nossas funções. O missionário fazedor de tendas, muitas vezes chamado de bivocacionado, é visto na verdade como covocacionado, pois não têm duas vocações, mas uma, que envolve o trabalho na igreja e também o trabalho em qualquer que seja a sua área, em participação na missão e chamado de Deus e para sua honra e glória.

Por compreender a importância do covocacionado na missão e na plantação de igrejas, a Missão Zero tem procurado fomentar o entendimento e a formação de pessoas nessa área, para que exerçam sua vocação no mundo.

Os próximos textos do nosso blog se aprofundarão nesse estudo. Acompanhe com a gente!

 

Daniel Deggau

Por Missão Zero

quarta-feira, 06 maio 2020
Mais da MZ
Somente a Escritura

Somente a Escritura

Assim como nossos pesos e medidas dependem de uma medida padrão, todo ensino na igreja precisa ser aferido na Sagrada Escritura. Todo sermão deve ser conferido pelo ensino da Bíblia. O que não está em sintonia com ela, não é palavra de Deus para nós.

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Somente Cristo

A igreja tem a dádiva e a tarefa de zelar para que, em todos os tempos, o nome de Jesus Cristo continue sendo proclamado de como o único nome – somente Cristo – que tem o poder de redimir o mundo todo que “que está debaixo do poder do Maligno” (1 Jo 5.19).

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Somente a Fé

Só quem experimentou o amor pode falar dele e vivê-lo. Por isso, confiar que Deus nos ama torna-nos testemunhas desse amor. Conhecer e experimentar o amor de Deus nos compromete a fazer o mesmo lá onde nossa vida acontece. Por isso o apóstolo escreve que “Somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós”.

A Missão Zero terá uma alteração importante na forma de trabalho. Multiplicamos! Contamos agora com uma equipe mais ampla de pessoas muito bem qualificadas no que fazem, e que viverão o ministério covocacionado também na secretaria da MZ. Saiba mais sobre esses Novos Rumos por meio do vídeo e do informativo que preparamos.

Educação na teologia missional

Nossa pedagogia tem frequentemente sido altamente racional; eu tenho conteúdo, o comunico a você; você memoriza, escreve em um papel em uma prova e aí está: boa educação. Bem, existem muitas pessoas que podem fazer isso e não se tornarem bons pastores. Eu acho que nós precisamos encontrar uma pedagogia que é mais orientada ao discipulado.

A Reforma Protestante e a Igreja Missional

Entender a Cristo como criador de todas as coisas, governante da história, sustentador de todas as coisas, reconciliador do mundo, o juiz final, o que será conhecido como Senhor de tudo e que já está reinando à direita de Deus – e que devemos submeter toda nossa vida ao Cristo que vive – esse é o Cristo que precisamos entender, conhecer, amar e servir.

Os ídolos dos nossos dias

É importante perceber que um ídolo é quando nós começamos a pegar algo bom da criação e orientamos nossas vidas em comunidade ao redor disso. Começamos a organizar todas as instituições e costumes das nossas vidas em torno desse ídolo, e então o ídolo, através de poder demoníaco e do que está em nossas cabeças, nos domina, nos agarra, nos escraviza e nos destrói.

A História que dá sentido a tudo

A Bíblia começa na criação e termina na nova criação. Ela mostra o significado da história do mundo, o propósito dessa história, e o objetivo disso. Nós encontramos isso revelado e centrado principalmente na pessoa de Jesus Cristo.

Igreja missional ou missionária?

Em Gênesis 12.2-3, a palavra “abençoar” tem um senso de “ser restaurado à humanidade plena”, onde o deleite e prosperidade do que significa ser humano é restaurado. Nós somos salvos do pecado e da miséria do mal. Quando somos abençoados, não é apenas para nosso bem, mas para abençoar outros.

Não é sacrifício. É privilégio!

Se a maioria das igrejas que investem em missão e plantação esperassem ter recursos sobrando ou condições para isso, muitos projetos e igrejas que realizam um belíssimo trabalho não existiriam. Pense nisso com carinho.

Discípulo presente

Em cada novo momento da história, Deus chama os discípulos de Jesus para se perguntarem se estão sendo fiéis à missão que ele, Deus, nos confiou. Por isso, a igreja é algo dinâmico, em mudança, na constante busca pela fidelidade a Deus, lembrando que essa fidelidade é para ser vivida no contexto histórico no qual nos encontramos.

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