A África é um continente grande e heterogêneo, com lugares de extrema pobreza e também com alguns países desenvolvidos.  A população é de 1.315.679 (um bilhão e 315 milhões), com 3.702 povos diferentes, dentre os quais 998 povos não alcançados (28,6% da população: cerca de 375.907 pessoas). O Projeto Joshua estima que seriam necessários 7.900 novos missionários na África para que essas pessoas todas tivessem a oportunidade de ouvir falar do evangelho. Uma estimativa simples que não leva em consideração as particularidades de cada povo, mas que serve para mostrar que ainda falta muito a ser feito. Sem dúvidas, boa parte desse trabalho pode também ser feito por missionários oriundos de diversos países africanos.

No arquipélago onde moramos existem cerca de 1 milhão de habitantes. De acordo com o Joshua Project, apenas 20 novos missionários já “dariam conta do recado”. Na realidade, precisaríamos de muito mais pessoas trabalhando e compartilhando do evangelho para que ele se torne acessível à população geral.

Lucas 10.2: “a colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Peçam ao Senhor da colheita que mande trabalhadores”. Embora muitos não queiram ser colhidos, o nosso desafio ainda é compartilhar com todos, sem tentar decidir de antemão quem vai ou não vai ser salvo.

Desafios comuns do trabalho transcultural (religioso ou não)

  1. Isolamento geográfico: a África é longe e custa muito caro para chegar lá. Numa emergência, levaríamos três ou quatro dias para chegarmos de novo no Brasil.
  2. Isolamento cultural: devemos ser cuidados com a tendência de padronizar a cultura de um continente todo, sobretudo quando 3.702 povos possuem diferentes culturas. Em trazer para a África um adulto, brasileiro, com sua cosmovisão “formada”, estamos nos preparando para colocá-lo em uma situação de estresse. Projetos de curto prazo e turismo para experimentar o lado “exótico” da África nas férias é algo muito divertido, mas precisar morar aqui e ter que se adaptar ao peso que essas diferenças e complexidades têm sobre nós não é algo muito fácil. Por fim, adaptação à cultura local é e sempre será um desafio enorme para o trabalho na África.
  3. Treinamento cultural e em missão: a falta de preparo para o trabalho transcultural acaba por causar inúmeros danos, mesmo em casos de pessoas que sejam cristãos sérios e maduros nos seus países de origem. É fundamental estarmos prontos para saber como adaptar as estratégias (contextualizar) de evangelismo e discipulado. Não podemos mais cometer erros como fazer uma cruzada evangelística num país muçulmano, ou também fornecer a fórmula “evangelho e assistencialismo” em locais de pobreza extrema (onde todos dirão sim para Jesus apenas enquanto ele vier acompanhado dessa ajuda: acabou o arroz, acabou a fé em Cristo). Além disso, temos que estar dispostos a passar tempo aprendendo um novo idioma, e muitas vezes dois ou três.
  4. A dificuldade de termos um suporte espiritual, emocional e financeiro:
  5. a) precisamos ser nutridos por diferentes fontes teológicas, pessoas sérias que orem por nós e nos encorajem no nosso chamado. O envio da igreja ratifica o chamado do missionário, principalmente em momentos de dificuldade. Não esqueçam que a batalha espiritual é vivida de forma mais evidente quando estamos na linha de frente.
  6. b) Prestação de contas: o missionário precisa sempre ser lembrado de que ele não está sozinho, que existe uma organização por trás do trabalho que estará acompanhado o seu trabalho.
  7. c) Suporte financeiro: quase todos os missionários que conhecemos estão abaixo do alvo do sustento que precisam levantar.
  1. Coríntios 4.7-15: Somos vasos de barro que carregam tesouros: pessoas imperfeitas, frágeis, que ainda estão sendo remodeladas por Deus a cada dia. Pressionadas por todos os lados, sendo desafiados a morrer para nós mesmos com o fim maior de alcançarmos mais pessoas e que, todos juntos, venhamos glorificar o nome de Deus.

Oportunidades:

  1. Em países “fechados” para missionários ou evangelistas tradicionais, é necessário pensarmos em termos um acesso criativo: por isso temos » BAM « (Business as Mission, ou os conhecidos Fazedores de Tendas). Há espaço para quase todas as profissões serem usadas no continente inteiro.
  1. Ainda existem oportunidades em países abertos para o Missionário “teólogo” tradicional. Temos amigos que trabalham no Quênia com os grupos de refugiados oriundos de países fechados ao evangelho, que estão numa situação de diáspora. Outros missionários ainda podem escolher morar onde ninguém quer ir, como nos desertos e savanas africanos.
  1. Há também oportunidades para professores de teologia que queiram se envolver no treinamento de pastores e missionários africanos. Esse é um modelo reprodutível no qual o africano não precisa ir até os EUA para aprender teologia.

*Parcerias com outras igrejas que já estão funcionando. Embora a “nossa” organização esteja se especializando em enviar missionários para povos não alcançados, ainda há trabalho para pessoas que queiram se envolver com a igreja local e motivá-la a ser eficaz no seu próprio contexto.

Há muitas oportunidades. As portas estão abertas para pessoas que investem suas vidas em outras vidas. Pessoas que queiram compartilhar das boas novas do evangelho com as pessoas ao seu redor, sejam elas de culturas ou religiões completamente diferentes, ou não. Pessoas carentes de Cristo precisam de outras pessoas que tenham sido tocadas por ele que estejam dispostas a compartilhar!

sexta-feira, 19 julho 2019

Encontro de Lideranças

22 e 23 de junho, em Porto Alegre/RS

Encontro de Obreiros

24 a 27 de junho, em Florianópolis/SC

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Para quê serve a igreja?

A igreja tem um propósito bem estabelecido para existir. E quem determina esse propósito não são os membros dela – nem mesmo aqueles que se acham sócios ou donos da igreja por ofertarem financeiramente e por fazerem parte dela há muito tempo. Quem estabeleceu o propósito de a igreja existir e nos chama a fazer parte desse propósito é o próprio Deus.

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