Desafios:

    • A grande diversidade de culturas e línguas:

A Europa é um continente formado por cerca de 50 países com mais de 60 línguas oficiais diferentes. Diferente do nosso continente, que apesar de ser grande em território, é formado por 35 países e fala-se somente 9 línguas diferentes, sem contar as indígenas.

Cada um desses países europeus tem sua história e cultura particular e também sua história com o Evangelho. Tal diversidade no continente europeu também é representada na grande diversidade de religiões, crenças e até mesmo de visão diferentes do Evangelho ou de como ser igreja – não existe um padrão – cada cultura expressa um cristianismo diferente, a partir da sua história e experiência.

Tal realidade demanda um longo e profundo estudo e conhecimento da cultura local e do público que queremos alcançar – para que a mensagem do Evangelho possa ser comunicada de maneira eficaz e intencional. Comunicar o evangelho de uma forma que seja compreendido e aceito por pessoas com uma visão de mundo totalmente diferente do missionário é um dos maiores desafios da missão na Europa em nossos dias.

Por isso, a aculturação do projeto e do missionário é um processo decisivo na missão. Ler e interpretar uma cultura diferente para encontrar novos pontos de comunicação da mensagem e que por vezes podem não fazer sentido para quem vem de um outro contexto.

    • Cultura pós-cristã e uma igreja parada no tempo:

A Europa foi um dos primeiros continentes a ser evangelizados e, hoje, em muitos países vive-se uma cultura pós cristã – onde a igreja ou a fé não opinam ou não influenciam mais a cultura. Consequentemente a grande maioria das igrejas na Europa são igrejas que ficaram presas no passado – agarradas às suas tradições e ritos numa tentativa de preservar sua identidade. Infelizmente, tal estratégia faz com que essas igrejas hoje não consigam comunicar o Evangelho para as novas gerações – pois perderam a sua vocação de ser igreja em missão.

Essa igreja velha e parada no tempo tem medo de mudanças e muitas vezes se fecha para o novo e não consegue parar e fazer uma análise realista da sua situação – estão morrendo (ex. Igreja Protestante da França). Estas igrejas se preocupam em fazer membros (protestantes) e não discípulos de Cristo.

Tal situação tem se agravado ainda mais com o grande movimento imigratório na Europa – pois além do medo de perderem sua identidade religiosa – os europeus têm medo de perderem sua identidade europeia e por vezes têm se fechado ainda mais.

    • Comunicar o Evangelho integral para pessoas fragmentadas:

Divisão na vida das pessoas: Os europeus normalmente dividem sua vida em várias áreas: vida pessoal (amigos, família), vida profissional (estudos e trabalho), fé e religião, etc. Muitas vezes, não conseguem fazer uma boa conexão entre estas áreas. O que está relacionado a fé, não necessariamente está ligado as outras áreas da minha vida e vice-versa.

Oportunidades:

    • Cultura secularizada:

A comunicação do Evangelho não encontra lastros recentes de mal testemunho ou de má teologia. Mesmo que precisemos lidar com alguns pré-conceitos relacionados à fé e à igreja (ex: o lado sombrio da igreja católica – imposição da religião nos séculos passados) – a partir do momento em que o Evangelho é apresentado de forma clara, inteligente e sem padrões pré-estabelecidos – os Europeus estão abertos a te escutar.

O europeu em geral é muito racional e desconfiado, o que não deixa espaço para a teologia da prosperidade (por exemplo, as igrejas pentecostais na França são guetos étnicos, não alcançam muitos franceses).

Ao contrário do que se pensa, as pessoas estão em busca de uma espiritualidade e até mesmo de Deus, o seu problema é a religião (a forma como isso é apresentado). Só precisamos encontrar um meio de comunicar o Evangelho sem comunicar ou exigir religião.

O Humanismo, supervalorização do ser humano (autonomia humana) não precisa de Deus. Ao mesmo tempo, ele fez com que as pessoas vivessem os princípios do evangelho.  A questão da autonomia humana não chega a ser um problema – pois estas pessoas sabem do seu limite (morte, tempo, etc.).

Por conta do humanismo os europeus valorizam muito o trabalho social e engajamento associativo: pobres, imigrantes, meio ambiente – além do forte envolvimento com as artes, a arquitetura, a gastronomia. Basta fazermos uma boa leitura cultural e buscarmos os meios de contato. Comer juntos, por exemplo, é um ótimo meio de contato com as pessoas na França.

    • As mudanças vividas pela Europa:

Há o contato com várias realidades muito diferentes ao mesmo tempo: podemos trabalhar com muçulmanos, com imigrantes em geral, com refugiados, com pessoas de bom poder aquisitivo, pessoas com engajamento político, etc.

A Europa também é um ponto de passagem de pessoas do mundo inteiro – sendo um lugar bem estratégico para a Evangelização – semente lançada e germinada que pode dar frutos no mundo inteiro. As distâncias são menores, tanto geográficas quanto sociais. (ex: o filho do ministro do interior da França é membro de uma das igrejas protestantes de Lyon).

    • Os desafios levam à unidade da igreja:

Na missão na Europa é importante saber estabelecer parcerias – e muitas vezes você terá que abrir mão de alguns pré-conceitos – para ver o que Deus já está fazendo no lugar, através de outras igrejas. Nós não precisamos inventar nada. Deus é o senhor da missão e é Ele quem já está lá trazendo a sua missão antes mesmo de nós chegarmos.

Quando você é minoria em um país onde você faz missão, trabalhar em parcerias é fundamental. É por isso que o trabalho ecumênico é muito importante. Se temos um Senhor em comum, uma mensagem em comum e uma missão em comum, nós podemos trabalhar juntos! Ecumenismo não é inter-religioso (Ecumenismo é o trabalho em comum entre igrejas de confissão de fé Cristã de práticas diferentes – ex. Protestantes, pentecostais, anglicanos, católicos, etc.).

Além disso, a unidade cristã acaba sendo um testemunho para aqueles que ainda não creem. João 17.20-23. “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.”

Mariana Erhardt

Missionária na França

sexta-feira, 12 julho 2019

Encontro de Lideranças

22 e 23 de junho, em Porto Alegre/RS

Encontro de Obreiros

24 a 27 de junho, em Florianópolis/SC

Mais do ME

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Aprendendo a liberdade

A missão exige que tenhamos pessoas na igreja que possam ser intérpretes para pessoas que vêm de outros lugares. E também que tenhamos pessoas que falem as línguas daquelas e daqueles que não entrarão pela porta sozinhos, mas que possamos alcançá-las quando saímos de nossas igrejas. Existe aqui todo um campo de formação e mediação intercultural que se abre para as igrejas missionárias.

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Disrupção

O momento atual tem levado toda a sociedade no caminho da disrupção. Esse termo não é novo. No contexto missionário, ele sempre existiu! Na história da igreja, a própria Reforma foi um momento de disrupção! O Evangelho é disruptivo, a missão é disruptiva, o Espírito Santo de Deus age em nós e através de nós de forma disruptiva. Ele transforma padrões. Ele nos convida a mudanças. Ele desafia modelos.

Comunicação além do Like

Saber aonde está alicerçado e quais as suas verdades são pontos fundamentais para começar um processo de comunicação. Esse conhecimento vai ajudar você a criar uma identidade e uma narrativa coerente com a realidade do emissor. É nessa etapa também que nos confrontamos com a palavra planejamento. Falando de igreja e missão, esses dois pontos são fundamentais: autoconhecimento e planejamento.

O papel da igreja na Era da sociedade em rede

Somos chamados a ser uma comunidade contra cultural dentro desse mundo escuro, perverso e imerso em trevas. Precisamos, talvez mais do que nunca, ser criativamente envolventes, não isolados. Ser apenas diferente não é suficiente, a igreja deve estar em contato com a sociedade. E a sociedade está no mundo virtual. A sociedade está em rede. E é lá que a luz precisa brilhar.

Quem fala pra todo mundo, não fala pra ninguém

Se nós não personalizarmos a experiência da comunicação, não chegaremos nem em nossos vizinhos. É necessário entendermos com quem estamos falando, conhecer nosso público-alvo, enxergar suas dores e seus sonhos. Isso tudo para que possamos encontrar os melhores meios de comunicar a Palavra.

Bastidores da missão

Se pensarmos bem, o próprio reino de Deus é formado pelos bastidores e pelo “behind the scenes”. Ef 6:12 diz que nossa luta não é contra inimigos de carne e sangue, mas contra governantes e autoridades do mundo invisível. Também foi dito que em secreto oramos, e o Pai que vê em secreto, nos recompensa (Mt 6:6). Assim, muito acontece no secreto, muito acontece e é realizado nos bastidores da missão.

Administrando seu negócio à maneira de Deus

Algumas gerações foram educadas ou até doutrinadas com a convicção de que “negócios e religião não se misturam”, ou seja: negócios são administrados durante a semana, do meu jeito, da minha forma, e Deus eu busco e adoro nos cultos e encontros aos domingos. Mas será que essa foi a instrução de Deus para nós? Será que Ele separou o sagrado do profano?

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Enquanto empresa somos uma extensa e rica rede de relações pessoais. Então como as pessoas se comunicam e interagem cotidianamente? Que sentimentos e emoções ocorrem no ambiente de trabalho, com fornecedores, clientes e outros parceiros? Como isto afeta a saúde física, mental e as perspectivas dos envolvidos? Empresas BaM tem um olhar particular sobre essas questões com base no relacionamento de Cristo com seus discípulos.

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