Sou natural de Teresina – PI, considerada uma das capitais mais quentes do Nordeste, que, ainda assim, tem seus períodos de chuva. Atualmente moro em Petrolina – PE, cidade no sertão nordestino, que não é tão quente como Teresina, mas que por outro lado tem raros períodos de chuva.  Costumo brincar que se tem algo que tenho experiência é com o calor.

Sempre que olhamos para o sertão vemos como dificuldade a pobreza, a seca, ocasionada pela falta de chuva, e a desigualdade social, entre outras coisas. De fato, já tive a oportunidade de conhecer povoados no sertão em que não se tem energia elétrica, ou que ainda são regidos por coronéis, em pleno século 21.

Apesar disso, a principal necessidade do Sertão é a de ser alcançado com a verdade do evangelho: “onde as pessoas são amadas, mas precisam saber disso”. Alguns dados apontam que o Sertão tem sido a região menos evangelizada do Brasil. Cerca de 200 cidades possuem menos de 1% de evangélicos. Percebo algumas dificuldades como:

  • Religiosidade do Sertanejo, que o torna resistente ao evangelho, à verdade de que só existe um mediador entre Deus e os homens. Ao mesmo tempo, ele é muito religioso e fiel à fé herdada pelos seus pais, em um tipo de sincretismo religioso, ao ponto de ser uma desonra abandoná-la, mesmo que na maioria das vezes seja uma fé mais nominal e confusa do que praticante. Eu mesma, no começo da minha conversão, enfrentei muita resistência da família por estar “virando crente”.
  • Dificuldade de haver um retorno rápido, havendo crescimento lento que envolve muitas vezes a troca de liderança, por serem de outra região, e de não alcançarem o autossustento financeiro da própria comunidade (grande parte dos pastores e missionários no sertão vem de outras regiões).
  • Dificuldade de se terem líderes locais capacitados, devido aos poucos recursos financeiros para investir na formação ou em materiais e equipamentos para melhor comunicar o evangelho.

Por outro lado, o Sertão traz grandes oportunidades para o Evangelho. Talvez um potencial ainda não mobilizado, da própria igreja, para missões:

  • O sertanejo é um bom anfitrião: temos as portas abertas para nos relacionarmos com o nordestino, que sempre está disposto a conversar, seja com uma pessoa conhecida ou não. Criar e desenvolver um relacionamento intencional é a melhor forma e uma boa oportunidade de apresentar o evangelho. No nosso último PG, duas visitantes que participaram já perguntaram se não podíamos fazer um encontro na casa delas. Com isso, o trabalho com pequenos grupos é bem aceito, por envolver uma roda de conversas entre amigos e famílias.

  • Lideranças locais: há grandes oportunidades de formação de lideranças locais no sertão, que, além de conhecer a cultura, amam a sua região e o seu povo.
  • Cidade de Petrolina: Vejo a Cidade de Petrolina como oportunidade do evangelho no Sertão. Ela é uma das cidades do Pernambuco que mais emprega hoje, e seu índice de desenvolvimento está considerado acima da média pernambucana.

Apesar de se localizar numa região semiárida, Petrolina se destaca por sua agricultura irrigada, sendo reconhecida por ter o terceiro maior PIB agropecuário, o segundo maior centro de vinícolas e ser o maior exportador de frutas do país, se tornando um grande polo universitário.

Petrolina é o centro urbano do Sertão, atendendo as cidades e povoados ao seu redor, como também de grandes cidades. Ela se tornou essa cidade por aproveitar uma oportunidade que ela tinha: o Rio São Francisco. Se um rio fez isso em uma cidade no sertão, imagina o que Deus, que é o dono do rio, pode fazer por meio do seu evangelho, ao alcançar essa cidade e região!

Karla Beatriz W. G. Lobo 

Missionária em Petrolina/PE

sexta-feira, 05 julho 2019

Encontro de Lideranças

22 e 23 de junho, em Porto Alegre/RS

Encontro de Obreiros

24 a 27 de junho, em Florianópolis/SC

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