Participar da igreja não nos torna melhores do que outras pessoas, mas nos torna muito especiais. Por um lado, ser parte da igreja de Jesus Cristo significa reconhecermos que precisamos do perdão de Deus e do seu amparo para todas as áreas da vida. Por outro lado, ser parte da igreja de Jesus Cristo nos torna pessoas especiais neste mundo, pelo fato de sermos pessoas que o próprio Jesus chamou para caminhar com ele como discípulos que fazem discípulos.

Em cada novo momento da história, Deus chama os discípulos de Jesus para se perguntarem se estão sendo fiéis à missão que ele, Deus, nos confiou. Por isso, a igreja é algo dinâmico, em mudança, na constante busca pela fidelidade a Deus, lembrando que essa fidelidade é para ser vivida no contexto histórico no qual nos encontramos. Quando entendemos isso, percebemos que ser igreja é acolher as pessoas e ensiná-las a fazer parte do povo de Deus. E isso por um simples motivo: porque é justamente para isso que a igreja existe! A tarefa e a função da liderança de uma comunidade, bem como de todos os seus membros, é justamente se perguntar como ser fiel ao propósito de Deus para essa comunidade no momento histórico que ela vive. Vale lembrar: fazer discípulos não é apenas chamar pessoas à conversão e inseri-las no convívio comunitário, mas também ensiná-las a viver diariamente tudo o que Jesus nos ordenou. Mas, como nos tornamos discípulos de Jesus e como podemos cumprir essa tarefa?

Antes de qualquer coisa, precisamos NASCER para Deus. Uma pessoa nasce para Deus quando reconhece a autoridade de Jesus Cristo sobre sua vida (João 1.12). Uma pessoa só pode ser discípula de Jesus se reconhecer que ele tem autoridade sobre sua vida. Fé não se herda dos pais, pois fé é uma entrega a Jesus que estabelece um vínculo pessoal de fidelidade com o próprio Deus. Por vários motivos, Jesus tem direito a essa autoridade sobre sua vida: Pelo fato de ele ser o Filho de Deus; pelo fato de ele ter entregue sua vida em seu favor; pelo fato de toda autoridade lhe ter sido dada por Deus.

Depois de nascer para Deus, precisamos CRESCER em maturidade. Quando o evangelho nos alcança e, por meio do seu poder, nos torna discípulos de Jesus, o próprio evangelho nos possibilita um novo estilo de vida como testemunhas de Jesus (Atos 1.8). O Evangelho passa a ser o padrão pelo qual nos orientamos em todas as áreas da nossa vida e em favor das outras pessoas de forma concreta. Quando uma pessoa se torna discípulo de Jesus e se reorienta em sua vida, ela não o faz individualmente, mas em comunidade, sendo parte da igreja. Somos chamados para uma vida de comunhão no reino de Deus, ou seja, uma vida na presença de Deus.

Quando se cresce em maturidade logo se percebe que os discípulos de Jesus precisam se MULTIPLICAR: Quando nos tornamos discípulos de Jesus e o evangelho passa a reorientar nossa vida, isso influencia tudo o que fazemos e transborda a partir de nós para a vida de outras pessoas: família, vizinhos, colegas de trabalho, desconhecidos na rua, pessoas que se encontram em situações de sofrimento. Quando temos a experiência de algo que dá sentido à vida, surge em nós o desejo de que mais pessoas sejam discípulas de Jesus, para que tenham a mesma experiência.

Renato Raasch

quarta-feira, 18 agosto 2021
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Os ídolos dos nossos dias

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É importante perceber que um ídolo é quando nós começamos a pegar algo bom da criação e orientamos nossas vidas em comunidade ao redor disso. Começamos a organizar todas as instituições e costumes das nossas vidas em torno desse ídolo, e então o ídolo, através de poder demoníaco e do que está em nossas cabeças, nos domina, nos agarra, nos escraviza e nos destrói.

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A Reforma Protestante e a Igreja Missional

Entender a Cristo como criador de todas as coisas, governante da história, sustentador de todas as coisas, reconciliador do mundo, o juiz final, o que será conhecido como Senhor de tudo e que já está reinando à direita de Deus – e que devemos submeter toda nossa vida ao Cristo que vive – esse é o Cristo que precisamos entender, conhecer, amar e servir.

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A História que dá sentido a tudo

A Bíblia começa na criação e termina na nova criação. Ela mostra o significado da história do mundo, o propósito dessa história, e o objetivo disso. Nós encontramos isso revelado e centrado principalmente na pessoa de Jesus Cristo.

Igreja missional ou missionária?

Em Gênesis 12.2-3, a palavra “abençoar” tem um senso de “ser restaurado à humanidade plena”, onde o deleite e prosperidade do que significa ser humano é restaurado. Nós somos salvos do pecado e da miséria do mal. Quando somos abençoados, não é apenas para nosso bem, mas para abençoar outros.

Não é sacrifício. É privilégio!

Se a maioria das igrejas que investem em missão e plantação esperassem ter recursos sobrando ou condições para isso, muitos projetos e igrejas que realizam um belíssimo trabalho não existiriam. Pense nisso com carinho.

O covocacionado na plantação de igrejas

Covocacionados são vistos como pessoas que investem na sociedade, criando serviços, provendo educação ou empregando pessoas. Tal viabilidade gera respeito e abre portas para explicar porque somos diferentes e do porquê escolhemos assumir nossa posição no mercado de trabalho com base em valores bíblicos.

Por que plantar igrejas?

Na Grande Comissão, Jesus não somente convoca seus discípulos para fazerem outros discípulos, mas diz para que façam discípulos, batizem e ensinem. Os desafios evangelísticos do Novo Testamento não são simplesmente para compartilhar a fé, mas são chamados para a plantação de igrejas.

Sempre haverá oportunidade!

A missão exige que tenhamos pessoas na igreja que possam ser intérpretes para pessoas que vêm de outros lugares. E também que tenhamos pessoas que falem as línguas daquelas e daqueles que não entrarão pela porta sozinhos, mas que possamos alcançá-las quando saímos de nossas igrejas. Existe aqui todo um campo de formação e mediação intercultural que se abre para as igrejas missionárias.

Aprendendo a liberdade

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Caminhando com Cristo entre os muçulmanos

A verdade é que nosso Deus está estabelecendo seu governo nos corações dos povos muçulmanos e os está acrescentando à sua igreja, e um dia estaremos todos unidos em Sua Presença celebrando o Cordeiro sem qualquer tipo de restrição ou perigo.

Até a última vila

Por certo, o anelo de Deus em ser conhecido percorre uníssono todos os livros das Escrituras Sagradas, trazendo significado para a existência da Igreja. Deveras, a promessa d’Aquele que esmagaria a cabeça da serpente, a eleição de Abraão, a escolha do povo de Israel como vitrine da glória de YWHW, as profecias sobre o Messias. Tudo apontava para “…uma missão Global, de um Deus global, que estabeleceu uma Igreja global”, a fim de que, todos os povos da terra conheçam a Sua glória.

Disrupção

O momento atual tem levado toda a sociedade no caminho da disrupção. Esse termo não é novo. No contexto missionário, ele sempre existiu! Na história da igreja, a própria Reforma foi um momento de disrupção! O Evangelho é disruptivo, a missão é disruptiva, o Espírito Santo de Deus age em nós e através de nós de forma disruptiva. Ele transforma padrões. Ele nos convida a mudanças. Ele desafia modelos.

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