Algum tempo atrás, através de um Projeto sobre Tecnologia, desenvolvido pelo Professor e advogado Raphael Rocha Lopes de Jaraguá do Sul, conheci um termo no qual eu não era muito familiarizado: disrupção.

O termo é popular entre jovens empreendedores do Vale do Silício. Mas que termo é esse? O que significa?

Dentro da inovação tecnológica, é um termo usado para descrever aquilo que promove uma ruptura com padrões, modelos ou tecnologias já estabelecidas no mercado. Vindo do inglês “disrupt”, significa interromper o curso normal e gerar algo novo.

Vivemos em um momento de disrupção no mundo inteiro devido à pandemia. Padrões e modelos já estabelecidos foram transformados e paradigmas foram quebrados. O curso normal foi interrompido. O momento é novo e não voltará atrás; mudanças em todas as esferas da vida já aconteceram em 2020 e seguirão acontecendo.

Lembro de que até pouco tempo atrás se dizia: “uma hora temos que falar de verdade, e não aqui pelo WhatsApp”. Congressos via YouTube? Eram raros. No contexto da igreja, quase inexistentes. Cultos online? Nem cogitávamos a possibilidade. Assembleias de comunidade pelo Zoom? Não era algo que pensávamos. Tínhamos um calendário, uma agenda, um modelo e, apesar da tecnologia já estar na palma da mão, esses recursos não eram usados por nós.

O momento atual tem levado toda a sociedade no caminho da disrupção. Mas se pararmos para pensar, esse termo não é novo. No contexto missionário, ele sempre existiu! Na história da igreja, a própria Reforma foi um momento de disrupção! O Evangelho é disruptivo, a missão é disruptiva, o Espírito Santo de Deus age em nós e através de nós de forma disruptiva. Ele transforma padrões. Ele nos convida a mudanças. Ele desafia modelos.

Se você ler Atos dos Apóstolos nessa perspectiva, por exemplo, você estará diante de “Atos de Disrupção”. Uma igreja que, à medida que era tocada pelo Espírito de Deus, era usada para o novo de Deus.

Em Atos capítulo 8, temos um exemplo de disrupção. Filipe estava em Samaria anunciando a Cristo. Uma multidão se converteu. Milagres aconteceram. A igreja encheu! Foi um impacto que atingiu toda a cidade (houve grande alegria naquela cidade), (Atos 8.4-8). Até que o Espirito Santo age e ocorre uma disrupção. Deus interrompe o curso dessa missão na cidade e na multidão e coloca Filipe em uma estrada deserta para encontrar um homem, um eunuco (Atos 8 26-40). A vontade de Deus muda totalmente a trajetória planejada por Filipe, mas segue sendo vontade e missão de Deus. Do desafio de alcançar uma cidade inteira, o mesmo Espirito de Deus conduz Filipe a alcançar uma pessoa.

Será que estamos dispostos à disrupção que Deus quer fazer na nossa vida, nos nossos planos, na nossa igreja?

Que nesse tempo desafiador, o agir do Espírito Santo nos leve a uma missão disruptiva. Leve a igreja a estar atenta ao que Deus faz, mesmo quando ele nos leve para outros caminhos e redirecione nossos planos e objetivos de cumprir o seu chamado.

“O argumento de ‘sempre fizemos assim’ não deve perdurar caso a igreja almeje prosperar. Igrejas que dão frutos saem de suas zonas de conforto e alcançam áreas novas. A frase ‘nunca fizemos isso antes’, em geral, vem acompanhada de outra: ‘mas, como igreja, faremos o que for preciso para cumprir o nosso chamado’” (Thom Rainer – Igreja Essencial)

Rafael Coelho

Por Missão Zero

quarta-feira, 30 setembro 2020
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À medida que enfrentamos uma crise após outra, nós, a igreja, devemos aceitar nossa responsabilidade de nos levantar e ser uma bênção, um exemplo e uma esperança para outros. Agindo dessa forma, estamos mais propensos a manter nossas prioridades em ordem.

The Croods

Aprendemos com a família Crood que precisamos nos reinventar. Juntos, eles enfrentam grandes desafios e se adaptam à uma nova era. Agora, chegou a nossa vez. Nossas vidas sofreram uma grande transformação e a maneira como vivemos igreja mudou e vai mudar mais ainda.

Vocação para muito mais que manutenção

Quando uma comunidade de discípulos de Jesus redescobre sua vocação essencial através do Evangelho, o Espírito Santo os capacita a viver a missão de Deus. Com esse projeto de comunidade o próprio Deus tem um compromisso.

Discípulo presente

Em cada novo momento da história, Deus chama os discípulos de Jesus para se perguntarem se estão sendo fiéis à missão que ele, Deus, nos confiou. Por isso, a igreja é algo dinâmico, em mudança, na constante busca pela fidelidade a Deus, lembrando que essa fidelidade é para ser vivida no contexto histórico no qual nos encontramos.

Ser igreja é ter propósito

Quem estabeleceu o propósito de a igreja existir e nos chama a fazer parte desse propósito é o próprio Deus. Por isso, quando falamos sobre igreja, precisamos nos voltar primeiramente para Deus e perguntar como ele mesmo define a igreja em sua essência.

Disrupção

O momento atual tem levado toda a sociedade no caminho da disrupção. Mas se pararmos para pensar, esse termo não é novo. O Evangelho é disruptivo, a missão é disruptiva, o Espírito Santo de Deus age em nós e através de nós de forma disruptiva. Ele transforma padrões. Ele nos convida a mudanças. Ele desafia modelos.

A missão da Liga da Justiça

Embora eles já tenham passado por várias mudanças ao longo dos anos e tenham se dividido e se reunido inúmeras vezes, sempre que as fichas foram lançadas e a terra precisou de seus maiores heróis juntos nas linhas de frente, a Liga da Justiça sempre respondeu ao chamado para o dever.

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Como a igreja pode “concorrer” com tantas alternativas oferecidas no mundo virtual? Afinal, não se trata apenas dos jovens (que são uma faixa-etária essencial à igreja), mas destes que além de já serem igreja hoje, serão igreja por muito tempo pela frente. Se a igreja não alcançar os jovens hoje, quem será a igreja daqui a 15, 30 ou 50 anos?

O terminal

É nos lares que a igreja pós-pandemia se fortalecerá e se desenvolverá. Líderes/pastores sábios irão cooperar com esta tendência ao invés de competir com ela: eles precisarão capacitar os membros para serem ministros de suas famílias e vizinhanças.

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