Você tem tido mais tempo durante esse período do Covid-19? Talvez tenha menos coisas para fazer, não esteja tendo aulas? Talvez também a sua rotina continue praticamente normal.

Muito tem se falado sobre o uso do tempo desse período em que estamos, mesmo se saímos para trabalhar, mais em casa. É tempo de investir no relacionamento familiar, de fazer cursos, de aprender uma nova língua, desenvolver uma nova habilidade. Nós também acreditamos que, apesar de ser de fato um tempo de lamentação e cuidado, temos uma oportunidade diferente como cristãos e como igreja. Também por isso temos falado sobre essas oportunidades no nosso blog e liberamos acesso gratuito a dois módulos do Desperta ONLINE.

No entanto, este tempo é um tempo difícil. É um tempo em que a igreja vive um “exílio”, fica sem se reunir presencialmente. Não podemos estar com pessoas que amamos, não podemos sair às ruas como gostaríamos, e convivemos com as tristes notícias do avanço da pandemia e, quem sabe, com a dor e o medo de ter pessoas próximas a nós atingidas. Não é sempre fácil aproveitar oportunidades e investir no futuro quando o presente é tão difícil.

Ao separar o povo de Israel para si e formar com ele uma aliança, Deus os ordenou algo que hoje nos parece muito simples e normal, mas que é extraordinário:

“Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesses dias não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades.” Êxodo 20.9-10

A ideia de descansar um dia na semana não parece nada absurda, certo? Pois num tempo e situação onde o trabalho provê o sustento do próprio dia, e não há garantias sobre os dias seguintes, descansar está geralmente fora de cogitação. Deus ainda inclui na sua ordem os servos e até mesmo os animais, ou seja: não somente tu terás descanso, mas todos em tua casa.

Deus conhece as nossas necessidades, mas também sabe como somos ambiciosos e como muitas vezes, se dependermos de nós, não descansaremos. Através desse mandamento, Deus faz duas grandes coisas:

  • Lembra ao seu povo de que, por mais que trabalhem, o seu sustento e provisão vem de Deus. Se o povo aprende a descansar, é porque aprendeu a confiar no Senhor e não nas suas próprias capacidades.
  • Testemunha aos povos ao redor da sua bondade. Nenhum outro povo podia imaginar parar de trabalhar por um dia na semana. Assim, quando os israelitas descansavam, testemunhavam o poder e bondade do Senhor aos outros povos.

Jesus Cristo chamou a Ele todos os “que estão cansados e sobrecarregados”, pois lhes dá descanso (Mt 11.28). Jesus novamente nos chama a Ele nesse tempo difícil. Talvez, em primeiro lugar nesse tempo de caos, precisemos encontrar descanso em Jesus, e lembrar do seu cuidado e da sua provisão.

Deste modo, testemunhamos ao mundo a bondade de Deus, como o povo de Israel foi chamado a fazer. Esse descanso não é um que zomba daqueles que estão com medo e em pânico, mas os chama para perto, para a paz que excede todo entendimento. Também não é uma paz que se apoia no livramento da doença e do sofrimento, mas que consola e enxerga as coisas da perspectiva da eternidade, e não só do passageiro.

Por mais que tudo isso contrarie às nossas intuições, por vezes nos inserimos na história e na missão de Deus no mundo dessa forma inesperada: descansando. Anunciamos assim a única paz verdadeira ao mundo que carece dela, e testemunhamos assim da boa notícia, o Evangelho.

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Jesus Cristo.” Filipenses 4.6-7

Daniel Deggau

Por Missão Zero

quarta-feira, 29 abril 2020
Mais da MZ
Caminhando com Cristo entre os muçulmanos

Caminhando com Cristo entre os muçulmanos

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Aprendendo a liberdade

A missão exige que tenhamos pessoas na igreja que possam ser intérpretes para pessoas que vêm de outros lugares. E também que tenhamos pessoas que falem as línguas daquelas e daqueles que não entrarão pela porta sozinhos, mas que possamos alcançá-las quando saímos de nossas igrejas. Existe aqui todo um campo de formação e mediação intercultural que se abre para as igrejas missionárias.

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Até a última vila

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Disrupção

O momento atual tem levado toda a sociedade no caminho da disrupção. Esse termo não é novo. No contexto missionário, ele sempre existiu! Na história da igreja, a própria Reforma foi um momento de disrupção! O Evangelho é disruptivo, a missão é disruptiva, o Espírito Santo de Deus age em nós e através de nós de forma disruptiva. Ele transforma padrões. Ele nos convida a mudanças. Ele desafia modelos.

Comunicação além do Like

Saber aonde está alicerçado e quais as suas verdades são pontos fundamentais para começar um processo de comunicação. Esse conhecimento vai ajudar você a criar uma identidade e uma narrativa coerente com a realidade do emissor. É nessa etapa também que nos confrontamos com a palavra planejamento. Falando de igreja e missão, esses dois pontos são fundamentais: autoconhecimento e planejamento.

O papel da igreja na Era da sociedade em rede

Somos chamados a ser uma comunidade contra cultural dentro desse mundo escuro, perverso e imerso em trevas. Precisamos, talvez mais do que nunca, ser criativamente envolventes, não isolados. Ser apenas diferente não é suficiente, a igreja deve estar em contato com a sociedade. E a sociedade está no mundo virtual. A sociedade está em rede. E é lá que a luz precisa brilhar.

Quem fala pra todo mundo, não fala pra ninguém

Se nós não personalizarmos a experiência da comunicação, não chegaremos nem em nossos vizinhos. É necessário entendermos com quem estamos falando, conhecer nosso público-alvo, enxergar suas dores e seus sonhos. Isso tudo para que possamos encontrar os melhores meios de comunicar a Palavra.

Bastidores da missão

Se pensarmos bem, o próprio reino de Deus é formado pelos bastidores e pelo “behind the scenes”. Ef 6:12 diz que nossa luta não é contra inimigos de carne e sangue, mas contra governantes e autoridades do mundo invisível. Também foi dito que em secreto oramos, e o Pai que vê em secreto, nos recompensa (Mt 6:6). Assim, muito acontece no secreto, muito acontece e é realizado nos bastidores da missão.

Administrando seu negócio à maneira de Deus

Algumas gerações foram educadas ou até doutrinadas com a convicção de que “negócios e religião não se misturam”, ou seja: negócios são administrados durante a semana, do meu jeito, da minha forma, e Deus eu busco e adoro nos cultos e encontros aos domingos. Mas será que essa foi a instrução de Deus para nós? Será que Ele separou o sagrado do profano?

Alcançando pessoas no ambiente de trabalho

Enquanto empresa somos uma extensa e rica rede de relações pessoais. Então como as pessoas se comunicam e interagem cotidianamente? Que sentimentos e emoções ocorrem no ambiente de trabalho, com fornecedores, clientes e outros parceiros? Como isto afeta a saúde física, mental e as perspectivas dos envolvidos? Empresas BaM tem um olhar particular sobre essas questões com base no relacionamento de Cristo com seus discípulos.

Empresas BAM: fé, missões e negócios

Deus não intencionava que eu abandonasse tudo que aprendi no meio dos negócios e nem minha atuação na consultoria empresarial, mas Ele queria claramente mudar a minha visão secular sobre os negócios, me ensinar como se faz negócios para a glória Dele e me mostrar o importante papel dos negócios na expansão do Seu Reino.

Negócios e plantação de igrejas: feitos um para o outro!

Não, o modelo missionário de Paulo não era “convencional”. Ele já havia demonstrado em Corinto, em Atos 18:1-4, sua fé na importância e poder das profissões no ministério, e sua convicção de que Deus não chama todos os Seus filhos para um ministério de tempo integral, mas que os chama a ministrar por tempo integral, elevando suas profissões a um contexto de ministério. Isso é especialmente verdade quando se trata de negócios.

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