Certa vez, em uma Conferência Missionária no México em 2013, eu passeava curiosa pela área de exposição e encontrei um stand com uma proposta tão diferente que resolvi pegar um folder. Tratava-se de Business as Mission, Negócios como Missão.

O folder trazia na capa a foto de um empreendedor na Índia e um slogan que falava sobre empreendedores que fazem missões e alcançam pessoas através de seus negócios. Confesso que fiquei surpresa em como eles poderiam conectar fé, missões e negócios. Esse assunto me chamou atenção de forma particular porque na época eu acabara de deixar meu emprego no Sebrae, onde trabalhei orientando empreendedores por anos, para me dedicar a vida missionária de tempo integral. Guardei o folder por 2 anos, pois aquela ideia fazia pouco sentido para mim naquele momento, mas sem dúvida era algo que eu não esqueceria fácil.

Durante os anos seguintes, em busca de servir ao Senhor de forma mais eficaz procurei me encaixar em vários ministérios para “descobrir” em qual deles meus dons e talentos eram mais aproveitados e eficientes.

Foi quando mesmo aprovada numa Escola de Missões Transculturais na Turquia, o Senhor não permitiu que eu fosse até lá. Confesso que questionei bastante Deus, pois Ele havia me chamado para missões, e agora havia “bloqueado” meu caminho.

Foi quando chegou em minhas mãos um livro entitulado: Negócios como Missão de Mike Baer, e passei a entender melhor o conceito. A partir daí as coisas começaram a se encaixar e fazer bastante sentido para mim.

Deus não intencionava que eu abandonasse tudo que aprendi no meio dos negócios e nem minha atuação na consultoria empresarial, mas Ele queria claramente mudar a minha visão secular sobre os negócios, me ensinar como se faz negócios para a glória Dele e me mostrar o importante papel dos negócios na expansão do Seu Reino.

Com esse entendimento, parti para o Colorado Springs/EUA onde estudei por 3 meses sobre o assunto com empresários que já faziam de seus negócios uma plataforma para contribuir economicamente com a comunidade local, construindo pontes entre marginalizados e a sociedade, sendo mordomos responsáveis do meio ambiente e comunicando sua fé através das situações diária surgidas no ambiente empresarial.

De uma forma muito simples BAM trata-se de servir a Deus, as pessoas e a comunidade entregando bons produtos e serviços através de um negócio.

Em Gn 2:15 diz: “ O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo.” A palavra cultivar no original é a palavra hebraica AVODAH que significa trabalhar, adorar e servir.

O Senhor nos comissionou a cuidar do jardim (terra) e a avodah (trabalhar, adorar e servir de forma unificada). Por isso o trabalho realizado em uma empresa BAM está intrinsecamente ligado a servir e adorar a Deus cumprindo os seus mandamentos através dos negócios.

Em BAM, por concepção, buscamos cumprir 3 grandes mandamentos:

  1. O Mandato Cultural de Cuidar e Avodah, entregues em Gênesis 2:15;
  2. O Grande Mandamento do Amor, descrito por Jesus em Mc 12:30-31, sobre amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
  3. A Grande Comissão ordenada por Jesus em Mt 28:19,20: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”.

Por isso uma empresa BAM, tem a responsabilidade de uma missão empresarial tripla, que considera esses 3 mandamentos permeados em sua Missão, Visão, Valores e Cultura.

Por fim, Mats Tunehag, Presidente do BAM Global define negócios BAM como “um negócio real, viável, sustentável e lucrativo, com respectivo propósito e impacto no Reino, liderado para transformar pessoas e sociedades espiritualmente, economicamente, socialmente e ambientalmente – para a grande glória de Deus.”.

Quero ressaltar que começamos toda a história da humanidade em um Jardim, mas a Palavra nos mostra que iremos terminar em uma cidade, a Jerusalém Celestial. Mas antes dela temos um milênio ao lado de Jesus com todas as estruturas pertinentes a uma cidade/Comunidade. Ouso dizer que lá terão negócios, portanto, creio que BAM é hoje a representação do que serão os negócios no Reino do Messias.

*Samara é Embaixadora BAM Global, Gestora do BAM Brasil e Mentora de Negócios BAM.

Samara Brandão

Por Missão Zero

quarta-feira, 12 maio 2021
Mais da MZ
Somente a Escritura

Somente a Escritura

Assim como nossos pesos e medidas dependem de uma medida padrão, todo ensino na igreja precisa ser aferido na Sagrada Escritura. Todo sermão deve ser conferido pelo ensino da Bíblia. O que não está em sintonia com ela, não é palavra de Deus para nós.

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Somente Cristo

A igreja tem a dádiva e a tarefa de zelar para que, em todos os tempos, o nome de Jesus Cristo continue sendo proclamado de como o único nome – somente Cristo – que tem o poder de redimir o mundo todo que “que está debaixo do poder do Maligno” (1 Jo 5.19).

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Somente a Fé

Só quem experimentou o amor pode falar dele e vivê-lo. Por isso, confiar que Deus nos ama torna-nos testemunhas desse amor. Conhecer e experimentar o amor de Deus nos compromete a fazer o mesmo lá onde nossa vida acontece. Por isso o apóstolo escreve que “Somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós”.

A Missão Zero terá uma alteração importante na forma de trabalho. Multiplicamos! Contamos agora com uma equipe mais ampla de pessoas muito bem qualificadas no que fazem, e que viverão o ministério covocacionado também na secretaria da MZ. Saiba mais sobre esses Novos Rumos por meio do vídeo e do informativo que preparamos.

Educação na teologia missional

Nossa pedagogia tem frequentemente sido altamente racional; eu tenho conteúdo, o comunico a você; você memoriza, escreve em um papel em uma prova e aí está: boa educação. Bem, existem muitas pessoas que podem fazer isso e não se tornarem bons pastores. Eu acho que nós precisamos encontrar uma pedagogia que é mais orientada ao discipulado.

A Reforma Protestante e a Igreja Missional

Entender a Cristo como criador de todas as coisas, governante da história, sustentador de todas as coisas, reconciliador do mundo, o juiz final, o que será conhecido como Senhor de tudo e que já está reinando à direita de Deus – e que devemos submeter toda nossa vida ao Cristo que vive – esse é o Cristo que precisamos entender, conhecer, amar e servir.

Os ídolos dos nossos dias

É importante perceber que um ídolo é quando nós começamos a pegar algo bom da criação e orientamos nossas vidas em comunidade ao redor disso. Começamos a organizar todas as instituições e costumes das nossas vidas em torno desse ídolo, e então o ídolo, através de poder demoníaco e do que está em nossas cabeças, nos domina, nos agarra, nos escraviza e nos destrói.

A História que dá sentido a tudo

A Bíblia começa na criação e termina na nova criação. Ela mostra o significado da história do mundo, o propósito dessa história, e o objetivo disso. Nós encontramos isso revelado e centrado principalmente na pessoa de Jesus Cristo.

Igreja missional ou missionária?

Em Gênesis 12.2-3, a palavra “abençoar” tem um senso de “ser restaurado à humanidade plena”, onde o deleite e prosperidade do que significa ser humano é restaurado. Nós somos salvos do pecado e da miséria do mal. Quando somos abençoados, não é apenas para nosso bem, mas para abençoar outros.

Não é sacrifício. É privilégio!

Se a maioria das igrejas que investem em missão e plantação esperassem ter recursos sobrando ou condições para isso, muitos projetos e igrejas que realizam um belíssimo trabalho não existiriam. Pense nisso com carinho.

Discípulo presente

Em cada novo momento da história, Deus chama os discípulos de Jesus para se perguntarem se estão sendo fiéis à missão que ele, Deus, nos confiou. Por isso, a igreja é algo dinâmico, em mudança, na constante busca pela fidelidade a Deus, lembrando que essa fidelidade é para ser vivida no contexto histórico no qual nos encontramos.

O covocacionado na plantação de igrejas

Covocacionados são vistos como pessoas que investem na sociedade, criando serviços, provendo educação ou empregando pessoas. Tal viabilidade gera respeito e abre portas para explicar porque somos diferentes e do porquê escolhemos assumir nossa posição no mercado de trabalho com base em valores bíblicos.

Somente a Fé

Somente a Fé

Só quem experimentou o amor pode falar dele e vivê-lo. Por isso, confiar que Deus nos ama torna-nos testemunhas desse amor. Conhecer e experimentar o amor de Deus nos compromete a fazer o mesmo lá onde nossa vida acontece. Por isso o apóstolo escreve que “Somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por meio de nós”.

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