Hoje inicia-se uma série que conterá cinco textos para o mês de novembro, denominada 5 respostas sobre Teologia Missional – com Michael Goheen”. Começamos com a temática “Igreja missional”. 

O que significa “igreja missional”? O que isso quer dizer para a igreja? Qual a diferença entre uma igreja missional e uma igreja missionária?

Para explicar esses conceitos, Michael Goheen escolhe duas frases sobre o povo de Deus para iniciar seu argumento. Nas palavras dele:

Michael Goheen:

  1. Escolhidos pelo bem do mundo: eu acho que isso é um bom começo, porque fala sobre nós sendo escolhido por Deus. É a missão dEle, e nossa responsabilidade e vocação vem dEle. Nós não somos escolhidos apenas para nós mesmos, nós somos escolhidos pelo bem do mundo.
  2. Abençoado para abençoar: Isto vem de Gênesis 12.2-3, e a palavra “abençoar” tem um senso de “ser restaurado à humanidade plena”, onde o deleite e prosperidade do que significa ser humano é restaurado. Nós somos salvos do pecado e da miséria do mal. Quando somos abençoados, não é apenas para nosso bem, mas para abençoar outros. Esse é o objetivo, no final. Então, não é sobre o lugar onde Deus trabalha e abençoa, mas o canal pelo qual Ele abençoa. Isso resulta em três aspectos de uma igreja missional:
  • Nós somos uma comunidade distinta: isso é, nós entendemos a idolatria cultural dos nossos dias, e nós vivemos vidas que se opõe à essa idolatria, mas que ao mesmo tempo aceitam o bom da nossa cultura e do nosso lugar. Dessa forma, existe uma diferença, porque nós estamos vivendo nessa humanidade plena em meio às nações e em meio à nossa cultura em particular.
  • Nós somos pessoas orientadas para fora e envolvidas em vários tipos de atividades em meio ao mundo: estamos envolvidos em justiça e misericórdia, tentando entender o que significa viver plenamente em nossas vocações, famílias e vizinhanças.
  • Nós temos uma rica vida no mundo: de louvor, oração, leitura das Escrituras. Em outras palavras, essas são as formas pelas quais Deus nutre essa nova vida em Cristo, nos permitindo a experiência da vida do Reino, a vida da ressurreição. É só quando nós somos nutridos que somos capazes de viver o nosso chamado no mundo.

Eu diria que um tipo de rápido resumo do que uma igreja missional é, e como ela se compara à igreja missionária, não é tão importante. A palavra “missional” é nova e foi construída para substituir “missionária”, e as pessoas usam elas de formas diferentes. O que realmente importa é o conteúdo da palavra, o qual eu tenho tentado descrever.

O que isso significa para a congregação local é olhar para essas formas e nutrir a congregação para a vida missionária, procurando formas de se envolver em comunidade e individualmente, sabendo o que significa trabalhar juntos para ser um povo distinto. Então, é respirar uma consciência missionária, um espírito missionário, e olhar para a estrutura da igreja de tal forma que ela possa cumprir o seu chamado missionário.

 *Texto adaptado de entrevista concedida por Goheen em 2017, durante participação no Encontro de Obreiros do Movimento Encontrão. Michael W. Goheen é diretor de educação teológica e pesquisador residente no Missional Training Center, em Phoenix, Arizona, nos Estados Unidos. Ele é autor de diversos livros, entre eles “A Igreja Missional na Bíblia” e “A Missão da Igreja Hoje”.

Por Missão Zero

sexta-feira, 01 novembro 2019

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Ídolos dos nossos dias

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Hoje inicia-se uma série que conterá cinco textos para o mês de novembro, denominada “5 respostas sobre Teologia Missional – com Michael Goheen”. Começamos com a temática “Igreja missional”. 

Somente a Graça

Tanto o individualismo quanto o consumismo, tratados nos textos anteriores, são formas de idolatria. Muito se vê a idolatria ao corpo perfeito, ao dinheiro, à carreira e a pessoas, desde celebridades da mídia, esportistas ou políticos. Como cristãos não estamos imunes à idolatria.

Somente Cristo

Tanto o individualismo quanto o consumismo, tratados nos textos anteriores, são formas de idolatria. Muito se vê a idolatria ao corpo perfeito, ao dinheiro, à carreira e a pessoas, desde celebridades da mídia, esportistas ou políticos. Como cristãos não estamos imunes à idolatria.

Somente a Escritura

Tanto o individualismo quanto o consumismo, tratados nos textos anteriores, são formas de idolatria. Muito se vê a idolatria ao corpo perfeito, ao dinheiro, à carreira e a pessoas, desde celebridades da mídia, esportistas ou políticos. Como cristãos não estamos imunes à idolatria.

Somente a fé

Tanto o individualismo quanto o consumismo, tratados nos textos anteriores, são formas de idolatria. Muito se vê a idolatria ao corpo perfeito, ao dinheiro, à carreira e a pessoas, desde celebridades da mídia, esportistas ou políticos. Como cristãos não estamos imunes à idolatria.

Relativismo

Jesus é a verdade porque é absoluto, é real independente de quem nele acredita ou não. Jesus vai muito além do relativo e é a própria verdade. Ele veio e venceu a morte para nos redimir, nos salvar de nós mesmos e do nosso pecado e nos levar até o Pai. Ele é a verdade que liberta!

Idolatria

Tanto o individualismo quanto o consumismo, tratados nos textos anteriores, são formas de idolatria. Muito se vê a idolatria ao corpo perfeito, ao dinheiro, à carreira e a pessoas, desde celebridades da mídia, esportistas ou políticos. Como cristãos não estamos imunes à idolatria.

Consumismo

O Consumismo é uma característica muito particular dos últimos tempos, e querendo ou não está de alguma forma afetando a cada um de nós diariamente, assim como o individualismo, tratado no último texto.

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A igreja, para muitos, faz sentido somente quando satisfaz à sua individualidade, e isso é um sintoma do nosso tempo. Com isso, busca-se também somente a salvação individual, sendo que o Evangelho é a boa nova de Deus para todos, que também implica em dedicação e amor pelos outros.

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