Para quê serve a igreja? – parte 3

Conforto ou grandes horizontes?

O processo de crescimento e aprendizado dos discípulos de Cristo parece simples, mas não é o que acontece na maioria das comunidades cristãs de tradição protestante histórica. A maioria dessas comunidades está tão ocupada com sua própria manutenção que esquece de ser igreja de Jesus Cristo. Muitas reuniões de presbitério giram mais em torno do próprio umbigo da comunidade do que motivadas pela pergunta sobre o que Deus quer realizar através dessa comunidade. Precisamos lembrar que a principal função de um presbitério e das pessoas que já são discípulas de Jesus é se questionar sobre como podem gerar novos discípulos de Jesus, como podem estabelecer um sistema de discipulado para auxiliar no processo de maturidade dos discípulos de Jesus e como alcançar os de fora da igreja. Dito de forma mais clara, a função de cada membro da comunidade de discípulos de Jesus é se perguntar: “Como estou agindo como discípulo de Jesus a partir da missão que Deus quer realizar por meio da igreja?”

Quando uma comunidade se ocupa com essas perguntas, ela se torna uma igreja relevante para Deus. Enquanto uma comunidade se ocupa apenas com seus próprios interesses de manutenção, ela está em contradição com sua essência, propósito e vocação. Por isso, as pessoas que lideram a igreja, sejam elas ordenadas ao ministério ou não, precisam se perguntar constantemente por sua vocação e função na igreja. Assim, a principal pergunta dos líderes da igreja, principalmente dos ordenados ao ministério, para os membros da igreja precisa ser: “Como eu posso ajudar você a se tornar instrumento da missão de Deus no mundo através da sua vida?”.

Infelizmente, a maioria dos membros da igreja esperam do ministro ordenado apenas visitas sociais para tomar café e falar sobre os problemas e alegrias da vida, e infelizmente a maioria dos ministros ordenados está mais ocupada na manutenção da comunidade do que na organização de um planejamento missionário a partir da perspectiva de Deus para a igreja. Dessa maneira, em vez de serem discípulos que fazem novos discípulos, a maioria dos membros da igreja são apenas “assistidos“ e entretidos religiosamente com cultos e programações sem sentido algum para aquilo que o próprio Deus quer da igreja. Por isso, nosso desafio constante como igreja é parar de olhar para os interesses de pessoas e passar a perceber como o próprio Deus vê a igreja. Essa mudança de perspectiva é fundamental para cumprirmos nossa vocação como igreja de Jesus Cristo.

A teologia missional justamente nos quer ajudar a resgatar o sentido fundamental de ser igreja. Quando uma comunidade de discípulos de Jesus redescobre sua vocação essencial através do Evangelho, o Espírito Santo os capacita a viver a missão de Deus. Com esse projeto de comunidade o próprio Deus tem um compromisso.

Renato Raasch

Diretor da Faculdade de Teologia Evangélica em Curitiba 

sexta-feira, 21 junho 2019

Encontro de Lideranças

22 e 23 de junho, em Porto Alegre/RS

Encontro de Obreiros

24 a 27 de junho, em Florianópolis/SC

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Em qual estágio sua igreja se encontra? Nível 3: Adição

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Em qual estágio sua igreja se encontra? Nível 2: Estabilizada

Nelas existem poucos ou nenhum ministério voltado para as pessoas de fora. Tudo que é realizado diz respeito aos membros que participam das programações. Se for sugerida alguma mudança, provavelmente ouviremos a frase “sempre fizemos assim”.

Em qual estágio sua igreja se encontra? Nível 1: Declínio

São igrejas em processo de diminuição do número participantes nos cultos ou em outras programações. Na maioria delas, seus membros estão morrendo, literalmente, e sendo enterrados no cemitério que fica nos fundos do templo. Essa igreja não consegue reagir às mudanças culturais ao seu redor e não possui mais vida. Essa igreja está morta!

Porque os céus se abrem!

Eu continuo olhando para os céus. Nuvens passam, se unem e dissipam. O céu se fecha e as vezes se abre. O céu se abriu de uma maneira única na história. Olhar para os céus e perceber que eles se abriram e a Vida veio habitar entre nós, é, para mim, o único fato concreto que não se dissolve na realidade construída. A desintegração e a morte foram vencidas!

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