Olá, amigos da Missão! Queremos, na palavra de Atos 13.1-3, refletir sobre um feito tremendo da Igreja de Antioquia. Não, não foi um milagre extraordinário. Pelo menos não parecia ser naquele momento. Não foi um megaevento, daqueles de reunir milhares de pessoas como foi o Dia de Pentecostes. Nem aconteceu na Igreja em Jerusalém, que centralizava o cristianismo emergente em torno de si mesma.

Aconteceu numa comunidade distante dali. Numa comunidade cristã que começou meio por acaso. De fato, a igreja primitiva parece ter resistido muito à Grande Comissão dada por Jesus. Por muito tempo ainda ficou presa aos velhos esquemas, ao povo de Israel e à Jerusalém. Foi necessária uma grande perseguição, levantada depois da morte de Estevão, para que os crentes em Jesus saíssem de Jerusalém, para que eles fossem dispersos por muitas vilas e cidades.

Foi assim que a igreja chegou a lugares como a Fenícia, Chipre e Antioquia. Ainda assim, seu testemunho continuou sendo dirigido apenas ao povo judeu. Foi necessária a coragem de alguns homens de Chipre e de Cirene para romperem o balão. Eles foram os primeiros que voltaram sua pregação aos de fala grega. Ao verem os nativos da cidade se convertendo ao Senhor Jesus, começou ali um grande movimento de missão.

A comunidade de Antioquia cresceu e começou a ser notada, porque a boa mão do Senhor estava com eles. Assim, sua fama chegou a Jerusalém, que enviou Barnabé para lá, para fazer uma inspeção e ver o que estava acontecendo. Barnabé se encantou com o pulsar missionário daquela comunidade. Tanto que ficou por lá. Nem quis mais voltar para Jerusalém.

Vendo o crescimento daquela Igreja, Barnabé foi buscar a Paulo em Tarso, porque sabia que este irmão seria um acréscimo de peso para eles. Assim, os dois tomaram a liderança de um grande movimento missionário em Antioquia. A igreja se desenvolveu, e Deus lhes deu muitos profetas e mestres. No auge desse seu crescimento, eles começaram a se sentir incomodados por olharem apenas para dentro dos seus muros. Não era justo que fossem tão abençoados, que experimentassem tantas bênçãos e tão grande comunhão, enquanto um mundo inteiro a sua volta sequer ouvira falar da boa nova do evangelho da salvação.

Assim, tiveram uma ideia: vamos lançar um projeto de plantação de novas igrejas e comunidades. Um projeto 50/30. Vamos trabalhar, orar e enviar missionários para plantar 50 novas igrejas até o ano 130. Aí vem a parte essencial desta bela história da Comunidade de Antioquia, onde os discípulos de Jesus foram pela primeira vez chamados de cristãos. Eles se reuniram em culto para jejuar e adorar, enquanto buscavam pelos propósitos do Senhor. Foi quando o Espírito Santo lhes falou para separarem dois dos seus para serem enviados para esta missão. Não, não foram o Zezinho e a Mariazinha. Não foram alguns dos bons líderes que tinham por lá. Foram os melhores. Os mais capacitados e que tinham a maior influencia na vida daquela Comunidade: simplesmente Paulo e Barnabé.

Assim, debaixo de jejum, oração e imposição de mãos partiram para sua primeira grande viagem missionária. Nela, diversas novas igrejas foram plantadas, e tudo foi tremendamente abençoado pelo Senhor. Tudo sustentado por uma Comunidade mãe que os abençoou e lhes deu toda retaguarda. Comunidade para a qual retornaram posteriormente, prestando contas e repartindo com ela as infinitas bênçãos que o Senhor lhes concedera. Estava aberto o caminho para que o evangelho chegasse até os confins da terra. Este foi o feito tremendo dessa Igreja, que mencionei no início deste texto. Antioquia, uma Comunidade mãe que nos serve de modelo para a missão até hoje. Que nos inspire e sirva de exemplo!

Rui Petry

Por Missão Zero

quarta-feira, 07 abril 2021
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Movimento missionário

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Perdendo para ganhar

Atos 13.1-3 narra um acontecimento da Igreja de Antioquia. Não, não foi um milagre extraordinário. Pelo menos não parecia ser naquele momento. Não foi um megaevento, nem aconteceu na igreja de Jerusalém. Aconteceu numa comunidade distante dali, numa comunidade que começou meio por acaso. E foi um feito tremendo!

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No dia a dia é que mostramos quem realmente somos, nas nossas palavras e com as nossas atitudes. É ali que os outros podem perceber nosso caráter, nossas qualidades e defeitos. Mas como podemos ser como luzes ou como uma cidade edificada sobre um monte nessas circunstâncias?

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O sacrifício de Jesus na cruz foi por mim e por você. Não há nada que precise ser incrementado ao agir de Jesus, nem há nada que precisamos ou possamos oferecer para completar o que Jesus já arrematou na cruz. Nos resta responder a esse tão grande amor de Deus com fé, crendo em Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador.

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Paulo nem sempre andou nos caminhos do Senhor, mas também perseguiu muitos cristãos. Ia de casa em casa prendendo pessoas e permitindo suas mortes. As palavras que melhor descreviam esse homem eram frieza e crueldade. Mas o que aconteceu para alguém assim se tornar uma pessoa que lutou, sofreu e morreu pelo evangelho?

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