Certa vez aprendi um ditado que diz: “texto fora do contexto é pretexto”. Essa era a máxima para evitar heresias e não falar besteira, pois fui ensinado a não interpretar um versículo bíblico fora do contexto. No texto de Mateus 28.19-20 temos uma amostra disso. O texto fala sobre a “Grande Comissão” e costumamos usar a parte de “vão e façam discípulos de todas as nações”. Precisamos entender, no entanto, que os desafios evangelísticos do Novo Testamento, como o exemplo citado acima, não são simplesmente para compartilhar a fé, mas são chamados para a plantação de igrejas.

Jesus, no texto de Mateus 28.19-20, não somente convoca seus discípulos para fazerem outros discípulos, mas diz para que façam discípulos, batizem e ensinem. No livro de Atos o batismo significa incorporação à uma comunidade de fé e adoração (At 2.41-47).

Segundo Ed Stetzer “as primeiras igrejas obedeceram à Grande Comissão plantando novas igrejas em cumprimento às suas atribuições de discipular, batizar e ensinar que deflagrariam o processo de multiplicação da plantação de um número cada vez maior de igrejas”.

 A leitura do livro de Atos nos mostra como os primeiros cristãos cumpriam esse mandato de Jesus de fazer discípulos, batizar e ensinar. Nos sete primeiros capítulos há um relato sobre a igreja em Jerusalém e como os primeiros convertidos desenvolviam sua fé. A partir do capítulo 8, depois da perseguição encadeada pela morte de Estevão, os discípulos foram dispersos e por onde eles passavam o evangelho era pregado. Assim, várias igrejas foram plantadas naquela região e além dela.

Com base nesses textos do livro de Atos, Ed Stetzer escreve: “Plantar novas igrejas não era um conceito novo e extraordinário para os crentes zelosos. Pelo contrário, fundar igrejas era expressão normal da missiologia neotestamentária. A plantação intencional de igrejas, sob a direção do Espírito Santo, era o método das primeiras igrejas”.

O missiólogo Ronaldo Lídorio nos diz que “a forma mais eficaz para influenciar permanentemente um país é através de suas maiores cidades, e a forma de influenciar mais permanentemente uma cidade é plantar igrejas em tal cidade”.

Nosso chamado, como discípulos, não é somente para fazer discípulos, mas também para batizar e ensinar. Ou seja, nosso chamado é para plantar igrejas!

Mauro Westphal

Por Missão Zero

quarta-feira, 12 agosto 2020
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Queremos plantar igrejas pois compreendemos que essa é a melhor forma de levar a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo aos mais diversos lugares e contextos. Igrejas significativas e relevantes à cultura podem alcançar pessoas de diferentes gerações, tradições e grupos socioeconômicos, além de impactar positivamente a sua região.

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Os cristãos da igreja primitiva se reuniam em suas casas para terem comunhão “uns com os outros”, para ministrarem orações uns pelos outros, para comerem juntos e para compartilharem a Palavra. Não se reuniam apenas para estudar ou ouvir alguém dando sermões. Tudo o que faziam era parte do novo estilo de vida gerada por Cristo em suas vidas.

Um convite que vale a pena!

Quando você faz parte de uma plantação de uma igreja, você vê claramente aquele Evangelho que você pensou que não tinha “tanto” poder mudar a vida da pessoa com a qual você está convivendo. A transformação acontece na sua frente e você lembra que “o Evangelho de Jesus tem poder”.

Por que plantar igrejas?

Na Grande Comissão, Jesus não somente convoca seus discípulos para fazerem outros discípulos, mas diz para que façam discípulos, batizem e ensinem. Os desafios evangelísticos do Novo Testamento não são simplesmente para compartilhar a fé, mas são chamados para a plantação de igrejas.

Deus capacita os disponíveis

Se você parar pra pensar, a maioria das tarefas realizadas que se tornam extraordinárias, ou até mesmo “ordinárias”, não são realizadas por alguém com um chamado especial pra isso, mas sim por alguém que se colocou à disposição.

Qual a principal função da laranjeira?

Organismos vivos saudáveis nascem, crescem, amadurecem e frutificam (ou se multiplicam). Assim sendo, Igrejas saudáveis se reproduzem. Líderes saudáveis reproduzem outros líderes. Discípulos saudáveis e maduros se reproduzem na vida de outros discípulos.

Ferro com ferro

Muitos líderes têm medo do discipulado porque ele exige vulnerabilidade e transparência, e vulnerabilidade é a chave para a conexão. É impossível manter os discípulos à distância e discipulá-los ao mesmo tempo. Ou você permite que eles observem você de perto ou você renuncia à sua responsabilidade como pai ou mãe espiritual.

Um certo Teodorico

O discipulado que Jesus praticara seria o modelo de ministério que todos deveriam considerar. Este seria a chave para alcançar todas as pessoas, em todos os lugares e em todos tempos. As outras atividades que se praticassem, por melhor que fossem, seriam acessórias e secundárias.

Isso não é onda, é Real!

Participar da obra redentora de Deus é um privilégio, e este privilégio é dado a todos a quem Deus revela Seu amor. Se o amor de Cristo alcançou você, é porque alguém anunciou as boas novas do evangelho para você, alguém respondeu ao amor recebido de Deus de uma forma prática.

Não é sacrifício, é privilégio!

Nós podemos aprender lições preciosas com as igrejas da Macedônia. Para essas igrejas, ofertar e investir na causa do reino de Deus não era um sacrifício, mesmo que representasse um esforço enorme e um desprendimento admirável. Ainda assim, não se travava de um sacrifício, mas um privilégio!

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