Toda vez que a intenção é sair de férias – viajar! – faz-se necessária uma revisão no carro. Não fazer essa revisão pode causar a ruína de todo um planejamento de descanso e alegria. Revisar faz parte da construção de uma viagem bem-sucedida.

É também o que vemos de tempos em tempos na igreja. A vida da igreja (e sua história) é uma viagem com destino certo. Ainda assim, o percurso demanda o cumprimento de tarefas essenciais. É o que chamamos de missão da igreja. Sem isso, tudo fica sem propósito.

As viagens da igreja são movimentos que ela faz na tentativa de apresentar o Evangelho de Cristo. São movimentos de identificação e confrontação. São movimentos de acolhida e de chamado ao arrependimento, trabalhados pelo Espírito Santo. Também aqui revisões se fazem importantíssimas.

Os primeiros cristãos sentiram a necessidade de revisões logo no início da caminhada da igreja. Em Atos 15.22-35 lemos sobre uma dessas revisões. Naquele ponto se mostrou de grande importância uma reavaliação da própria conduta e pregação da igreja. A luz indicativa da necessidade de uma revisão foi o fato de que “alguns saíram” e “perturbaram, transtornando a mente” (v.24) daqueles não-judeus que estavam se tornando discípulos de Cristo. Quando elementos estranhos ao Evangelho são adicionados à pregação, alguma providência precisa ser tomada.

Os apóstolos decidem, então, escrever uma carta e enviar pessoas de confiança para aqueles novos irmãos na fé. Era um gesto de acolhida, fruto de uma revisão. Também era fruto da revisão o retorno ao Evangelho da graça, que não impõe resoluções, mas que conta com o trabalho poderoso do Espírito Santo na modificação e reforma das vidas.

Atuar na missão de Deus em nossos dias tem passado por uma revisão. A igreja que quer ser igreja mesmo, ou seja, a igreja que quer viajar cada vez mais longe, precisa passar por esse processo. Ao pegar a estrada, plantando igrejas pelo caminho, não pode esquecer do que é central. Os velhos vícios não precisam ser reproduzidos nas filhas dessa igreja em missão. Só assim seremos portadores da “animadora mensagem” (v.31).

Cito alguns exemplos. Em tempos passados acreditávamos que havia um lugar mais sagrado que outros na face da terra. Chamando de templo e casa de Deus, fazíamos reverência ao lugar e ao significado que demos a ele. Também acreditávamos que uma das pessoas da igreja tinha mais importância que as outras. Ele seria mais próximo de Deus, conseguindo arrancar mais prêmios do Todo-Poderoso. Os outros ficariam em segundo plano, assistindo, aplaudindo ou reclamando. E ao olhar para fora, entendíamos tudo como ameaça, da qual deveríamos ficar o mais distante possível, para manter a pureza.

Se quisermos plantar igrejas saudáveis e multiplicadoras, essas perturbações precisam ser retiradas do meio da igreja. Assim como os apóstolos fizeram ao revisar tudo para alcançar os de fora do judaísmo, conforme lemos em Atos 15. Ali o problema envolvia o cerimonial da comida e sua preparação (entre outros detalhes). Hoje precisamos olhar para o Evangelho e recuperar a verdade de que todos os que creem são habitação do Espírito de Deus. Sem degraus de importância entre uns e outros. Cristo é acesso de todo o que crê ao Pai. E o que está fora da igreja é material de trabalho. É alvo de misericórdia. É campo de missão. Essa é a revisão crucial, se me permite o trocadilho.

Matias Silva

Por Missão Zero

quarta-feira, 28 abril 2021
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Até a última vila

Por certo, o anelo de Deus em ser conhecido percorre uníssono todos os livros das Escrituras Sagradas, trazendo significado para a existência da Igreja. Deveras, a promessa d’Aquele que esmagaria a cabeça da serpente, a eleição de Abraão, a escolha do povo de Israel como vitrine da glória de YWHW, as profecias sobre o Messias. Tudo apontava para “…uma missão Global, de um Deus global, que estabeleceu uma Igreja global”, a fim de que, todos os povos da terra conheçam a Sua glória.

Disrupção

O momento atual tem levado toda a sociedade no caminho da disrupção. Esse termo não é novo. No contexto missionário, ele sempre existiu! Na história da igreja, a própria Reforma foi um momento de disrupção! O Evangelho é disruptivo, a missão é disruptiva, o Espírito Santo de Deus age em nós e através de nós de forma disruptiva. Ele transforma padrões. Ele nos convida a mudanças. Ele desafia modelos.

Comunicação além do Like

Saber aonde está alicerçado e quais as suas verdades são pontos fundamentais para começar um processo de comunicação. Esse conhecimento vai ajudar você a criar uma identidade e uma narrativa coerente com a realidade do emissor. É nessa etapa também que nos confrontamos com a palavra planejamento. Falando de igreja e missão, esses dois pontos são fundamentais: autoconhecimento e planejamento.

O papel da igreja na Era da sociedade em rede

Somos chamados a ser uma comunidade contra cultural dentro desse mundo escuro, perverso e imerso em trevas. Precisamos, talvez mais do que nunca, ser criativamente envolventes, não isolados. Ser apenas diferente não é suficiente, a igreja deve estar em contato com a sociedade. E a sociedade está no mundo virtual. A sociedade está em rede. E é lá que a luz precisa brilhar.

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Se nós não personalizarmos a experiência da comunicação, não chegaremos nem em nossos vizinhos. É necessário entendermos com quem estamos falando, conhecer nosso público-alvo, enxergar suas dores e seus sonhos. Isso tudo para que possamos encontrar os melhores meios de comunicar a Palavra.

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Se pensarmos bem, o próprio reino de Deus é formado pelos bastidores e pelo “behind the scenes”. Ef 6:12 diz que nossa luta não é contra inimigos de carne e sangue, mas contra governantes e autoridades do mundo invisível. Também foi dito que em secreto oramos, e o Pai que vê em secreto, nos recompensa (Mt 6:6). Assim, muito acontece no secreto, muito acontece e é realizado nos bastidores da missão.

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Algumas gerações foram educadas ou até doutrinadas com a convicção de que “negócios e religião não se misturam”, ou seja: negócios são administrados durante a semana, do meu jeito, da minha forma, e Deus eu busco e adoro nos cultos e encontros aos domingos. Mas será que essa foi a instrução de Deus para nós? Será que Ele separou o sagrado do profano?

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Enquanto empresa somos uma extensa e rica rede de relações pessoais. Então como as pessoas se comunicam e interagem cotidianamente? Que sentimentos e emoções ocorrem no ambiente de trabalho, com fornecedores, clientes e outros parceiros? Como isto afeta a saúde física, mental e as perspectivas dos envolvidos? Empresas BaM tem um olhar particular sobre essas questões com base no relacionamento de Cristo com seus discípulos.

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