São muitas e variadas as experiências que fazemos com aquilo que chamamos de igreja. Algumas dessas experiências são boas, outras traumáticas. Por estarmos envolvidos na igreja e termos nossas experiências com ela, muitas vezes são justamente essas experiências que determinam como entendemos o que é a igreja e qual a sua função e o seu propósito.

Talvez pelo fato de estarem acostumadas com uma comunidade que presta certos “serviços religiosos”, muitas pessoas acham que a “igreja” é o local onde os recém-nascidos ou adultos são batizados, onde é feito o rito de confirmação e bênção matrimonial, onde se vai no Natal e na Páscoa, e que tem a ver com um prédio ou com pessoas reunidas em culto, ou agora, o lugar onde se gravam os cultos online. Na verdade, muita gente participa daquilo que chama de igreja sem nem mesmo saber porquê, pois simplesmente herdou dos pais esse hábito de “ir à igreja”.

 A igreja é muito mais do que apenas nossas experiências com as pessoas que dela fazem parte ou que formam uma instituição com um estatuto. A igreja tem um propósito bem estabelecido para existir. E quem determina esse propósito não são os membros dela – nem mesmo aqueles que se acham sócios ou donos da igreja por ofertarem financeiramente e por fazerem parte dela há muito tempo. Quem estabeleceu o propósito de a igreja existir e nos chama a fazer parte desse propósito é o próprio Deus. Por isso, quando falamos sobre igreja, precisamos nos voltar primeiramente para Deus e perguntar como ele mesmo define a igreja em sua essência.

Para nos orientarmos a partir da perspectiva de como o próprio Deus vê a igreja, precisamos nos voltar para uma palavra central no final do ministério de Jesus. Em Mateus 28.18-20, o Jesus ressuscitado dá um sentido ao seu ministério passado e aponta para o futuro daquelas pessoas que o seguiam. Jesus mostra aos discípulos o que eles serão e farão daquele momento em diante: eles serão aquilo que logo mais será chamado de igreja. Ou seja, Deus vê a igreja como os discípulos de Jesus em missão no mundo. Por isso, ser parte da igreja de Jesus Cristo é, antes de qualquer coisa, ser um discípulo de Jesus Cristo. Por consequência, uma pessoa que se entende como discípulo de Jesus sabe que é um agente da missão que o próprio Jesus desempenhou em seu ministério. Portanto, é para isso que a igreja existe: para ser agente de Deus no mundo.

Ser parte da igreja é fazer parte do plano de Deus para salvar a humanidade e levá-la a se relacionar com ele. Ser igreja não se resume a participar do culto ou assisti-lo, pois no culto somos servidos por Deus e fortalecidos por meio da sua palavra, do louvor, da oração, do testemunho da fé, da confissão dos nossos pecados e, assim, somos equipados para o nosso dia a dia na caminhada de fé. Ser igreja, no entanto, vai muito além da reunião de culto, pois, na sua essência, somos igreja de Jesus Cristo para o mundo e no mundo. A perspectiva que a Bíblia apresenta como propósito da igreja existir é, em primeiro lugar, a perspectiva de um relacionamento com Deus por meio de Jesus Cristo e, além disso, uma tarefa a ser cumprida mediante a capacitação do Espírito Santo. Essa é a mudança prática mais importante que a teologia missional nos tem ensinado.

Renato Raasch

Por Missão Zero

quarta-feira, 07 outubro 2020
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The Croods

Aprendemos com a família Crood que precisamos nos reinventar. Juntos, eles enfrentam grandes desafios e se adaptam à uma nova era. Agora, chegou a nossa vez. Nossas vidas sofreram uma grande transformação e a maneira como vivemos igreja mudou e vai mudar mais ainda.

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Discípulo presente

Em cada novo momento da história, Deus chama os discípulos de Jesus para se perguntarem se estão sendo fiéis à missão que ele, Deus, nos confiou. Por isso, a igreja é algo dinâmico, em mudança, na constante busca pela fidelidade a Deus, lembrando que essa fidelidade é para ser vivida no contexto histórico no qual nos encontramos.

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