Os dias vão passando e, quando nos damos conta, o ano de 2020 já vai chegando ao fim. Para alguns, um ano vagaroso, deprimente. Para outros, surpreendentemente rápido, apesar da pandemia. Para todos, um ano difícil, marcado, querendo ou não, pela Covid-19 e as consequências diretas ao nosso dia-a-dia, à nossa saúde e a daqueles que amamos. As notícias ruins que ouvimos já são colocadas na conta desse ano tão estranho, e virou piada pensar que se algo estranho pode acontecer, vai provavelmente acontecer em 2020 mesmo.

A expectativa geral então é de que o ano termine o quanto logo possível, e que venha um 2021 diferente. A sensação é de que o dia 1º de janeiro do próximo ano já vai ser um dia diferente, e a expectativa por uma vacina, tratamento, ou de alguma forma o final da pandemia nos espera. Afinal, se 2020 não tem mais jeito, nos resta ter esperança por 2021.

Na verdade, apesar de haver essa expectativa geral pelo próximo ano, em menores formas sempre somos assim. É em um novo ano que as dietas começarão, que melhores relacionamentos são prometidos, que grandes expectativas profissionais são esperadas. Assim como antes de dormir nos propomos a um dia seguinte melhor e mais produtivo que o dia de hoje, quando o ano novo chega nós queremos um ano melhor do que o atual.

Há dentro de nós uma grande vontade de controlar, manejar e administrar o nosso tempo. Nós queremos decidir o que fazer com o tempo, e muitas possibilidades nos foram tiradas durante a pandemia. O controle saiu de nossas mãos, e isso gera frustração. Um novo dia, ou um novo ano, parecem sempre oportunidades de fazer as coisas de novo do nosso jeito. O escritor C.S. Lewis, no seu livro chamado “Cartas de um diabo ao seu aprendiz”, conta a história de um “diabo” que orienta o seu sobrinho sobre como tentar os humanos e os afastar de Deus. Em certo trecho, ele diz:

“Deixe-o sentir que começa cada dia como o legítimo proprietário de 24 horas. Deixe-o sentir que aquele pedaço de sua propriedade, que tem de ceder aos seus empregadores, é um tributo muito pesado, e que aquela outra porção de tempo que ele cede aos deveres religiosos é uma generosa doação”.

Lewis brinca com esse nosso desejo de controle do tempo e mostra como ele é um perigo, pois nos faz supor que temos uma grande autonomia, nos faz crer que somos capazes de controlar o que na verdade não somos, e a crer que tudo aquilo que acontece fora do nosso cronograma é um sacrifício ou um problema. No famoso Sermão do Monte, Jesus Cristo, que veio a ser homem e conheceu esses nossos desejos profundos, confronta eles diretamente:

“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? […] Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã se preocupará consigo mesmo. Basta a cada dia o seu próprio mal”. Mateus 6:27 e 34

O ser humano pecou e se afastou de Deus, e enquanto não conhece o Reino de Deus na sua plenitude, na volta de Cristo, vive num mundo que a cada dia tem seu próprio mal. Ironicamente, a volta de Cristo, por mais que a aguardemos, não está sob nosso controle de tempo, e nos lembra do Deus que é soberano também nisso. O Filho do homem virá numa hora em que não esperamos (Mt 24.44).

Enquanto isso, somos enviados por Cristo para através da presença do Espírito Santo manifestar na nossa realidade sinais desse Reino que é eterno. O Evangelho, a boa notícia, nos move e orienta ao agir prático e à missão em todo tempo e toda circunstância. O Evangelho é a nossa esperança em 2020 e em 2021, e para todo sempre. Ele é também a nossa direção para qualquer agir e para compreendermos a missão de Deus. Não é à toa que, na chamada Grande Comissão, quando Jesus envia os seus discípulos à missão, ele sinaliza que estará conosco nisto em todo tempo, até o fim dos tempos.

Nós não somos soberanos sobre o tempo, mas conhecemos Aquele que é.

“E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” Mateus 28.20

Por Missão Zero

quarta-feira, 18 novembro 2020
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Paulo nem sempre andou nos caminhos do Senhor, mas também perseguiu muitos cristãos. Ia de casa em casa prendendo pessoas e permitindo suas mortes. As palavras que melhor descreviam esse homem eram frieza e crueldade. Mas o que aconteceu para alguém assim se tornar uma pessoa que lutou, sofreu e morreu pelo evangelho?

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